terça-feira, 9 de outubro de 2012

Valente


Valente, filme: EUA 2012
  • Dir: Mark Andrews, Brenda Chapman, Steve Purcell
  • Elenco: Kelly Macdonald, Billy Connolly, Emma Thompson, Craig Ferguson, Julie Walters, Robbie Coltrane, Kevin McKid
Valente.
Há uns 15 dias mudei a nossa rotina semanal, Lucas tinha inglês, eu e Sarah fomos leva-lo ao curso, ficamos perambulando pelas lojinhas próximas e qdo estávamos de frente ao cinema à pequena avista o informe do único filme em cartaz: Valente. Ela observa que o horário da sessão era posterior ao termino da aula do irmão e me faz o convite de assistirmos o filme. Aceitei. 
Buscamos o Lucas, compramos batata e outras guloseimas na padaria e partimos para o cinema.
A história me virou do avesso, mexeu com as varias mulheres que existem em mim: a mãe, a filha, a guerreira, e a sonhadora.
“A jovem princesa Merida foi criada pela mãe para ser a sucessora perfeita ao cargo de rainha, seguindo a etiqueta e os costumes do reino. Mas a garota dos cabelos vermelhos não tem a menor vocação para esta vida traçada, preferindo cavalgar pelas planícies selvagens da Escócia e praticar o seu esporte favorito, o arco e flecha.
Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava a mãe se torna uma ursa, o que ironicamente é um terror para a família porque, uma vez quando a princesa ainda era criança o pai (um rei Winkking) perde uma das pernas lutando contra um urso, desde então o pai é inimigo mortal de todo e qualquer urso... Diante desta díade psicanalítica a jovem precisa ajudar a sua mãe a retomar sua aparência original e impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos. No decorrer da historia, as duas efetivam um vinculo, um respeito que nunca conseguiram construir. A mãe consegue ouvir e perceber a filha com os desejos e sonhos dela, e a filha também reconhece a mãe como uma amiga.”
Vale a pena ver e rever o filme, agora quero revê-lo com minha mãe... Acho que isso vai mexer muito com a gente!!!
Fica a dica!

pequenos mestres


Eita que desapareço minha gente!!! Mas a vida ta corridinha..
E a pauta do dia?
Venho trazer a experiência de algumas discussões que tenho acompanhando no que se refere à criança e adolescência. Há mais ou menos um mês participei da abertura de uma capacitação para profissionais de saúde mental a respeito da assistência a criança e adolescência e a primeira apresentação me deixou extremamente feliz com o rumo em que a conversa iria tomar. A facilitadora da pratica, uma pedagoga, fez um questionamento impar a um auditório repleto de profissionais de saúde mental. Porque a criança ou o adolescente é visto como um ser em construção? Nós, quando nos tornamos adultos , por acaso somos seres prontos? Se alguém for, por favor, me avise porque eu não sou!!!
Porque não podemos respeitar as singularidades e os saberes da infância? Porque insistimos em nos fazer soberanos?
Talvez tenhamos de fato, medo da sabedoria que um ser com tão pouca vivencia possa ter. E muitas vezes mais qualificado que o nosso. Precisamos contribuir construtivamente para a qualificação destes saberes.
E no Jardim da minha casa não é nada diferente:
Assistindo as campanhas politicas da nossa capital, meu pequeno grande homem começou timidamente a fazer algumas colocações. Telespectador assíduo da propaganda eleitoral gratuita ele começava indagar: Mais mamãe, a oposição (na verdade ele falava o nome do candidato) só faz criticas ao atual prefeito, porque ele não fala mais das propostas dele?
No meio da campanha, com tudo que toda campanha tem, ele mais uma vez, em meio ao silencio da sala, me pergunta: mamãe, a oposição falava mal do atual prefeito e não falava da proposta, agora o prefeito ta caindo na provocação da oposição e também não fala mais das suas propostas. Se eu votasse não sei em quem iria votar pq ninguém faz propostas e leva a serio a campanha e a candidata que esta focada em fazer uma campanha seria não tem chance de ganhar.. E ai mamãe, como fica?
Eu fiquei muda, respondi a ele que tinha muita coerência tudo que ele dizia, mas confesso que a “maturidade” daquelas indagações me assustou e me emocionou profundamente. Ele um garoto de 10 anos com toda aquela percepção, quantos brasileiros adultos conseguem fazer essa analise, quantos se preocupam com uma politica de qualidade? E porque muitos de nós adultos não conversamos sobre politica com as crianças? Porque temos tabus nas conversas com as crianças?
Concordo que é preciso conduzir as conversas de maneira que fique fácil para a compreensão deles e para as descobertas que a nós já é bem comum, mas não acho que devamos deixar de falar, deixar de escutar, deixar de vivenciar as questões sociais, familiares, particulares.. A vida,
Hoje, eu e meus filhos estamos embarcados em uma viagem pela vida, e todos tem seu lugar na janela, para descobrir juntos, para aprender e para ensinar.
Amo aprender a viver diariamente com vocês meus amores