terça-feira, 9 de outubro de 2012

pequenos mestres


Eita que desapareço minha gente!!! Mas a vida ta corridinha..
E a pauta do dia?
Venho trazer a experiência de algumas discussões que tenho acompanhando no que se refere à criança e adolescência. Há mais ou menos um mês participei da abertura de uma capacitação para profissionais de saúde mental a respeito da assistência a criança e adolescência e a primeira apresentação me deixou extremamente feliz com o rumo em que a conversa iria tomar. A facilitadora da pratica, uma pedagoga, fez um questionamento impar a um auditório repleto de profissionais de saúde mental. Porque a criança ou o adolescente é visto como um ser em construção? Nós, quando nos tornamos adultos , por acaso somos seres prontos? Se alguém for, por favor, me avise porque eu não sou!!!
Porque não podemos respeitar as singularidades e os saberes da infância? Porque insistimos em nos fazer soberanos?
Talvez tenhamos de fato, medo da sabedoria que um ser com tão pouca vivencia possa ter. E muitas vezes mais qualificado que o nosso. Precisamos contribuir construtivamente para a qualificação destes saberes.
E no Jardim da minha casa não é nada diferente:
Assistindo as campanhas politicas da nossa capital, meu pequeno grande homem começou timidamente a fazer algumas colocações. Telespectador assíduo da propaganda eleitoral gratuita ele começava indagar: Mais mamãe, a oposição (na verdade ele falava o nome do candidato) só faz criticas ao atual prefeito, porque ele não fala mais das propostas dele?
No meio da campanha, com tudo que toda campanha tem, ele mais uma vez, em meio ao silencio da sala, me pergunta: mamãe, a oposição falava mal do atual prefeito e não falava da proposta, agora o prefeito ta caindo na provocação da oposição e também não fala mais das suas propostas. Se eu votasse não sei em quem iria votar pq ninguém faz propostas e leva a serio a campanha e a candidata que esta focada em fazer uma campanha seria não tem chance de ganhar.. E ai mamãe, como fica?
Eu fiquei muda, respondi a ele que tinha muita coerência tudo que ele dizia, mas confesso que a “maturidade” daquelas indagações me assustou e me emocionou profundamente. Ele um garoto de 10 anos com toda aquela percepção, quantos brasileiros adultos conseguem fazer essa analise, quantos se preocupam com uma politica de qualidade? E porque muitos de nós adultos não conversamos sobre politica com as crianças? Porque temos tabus nas conversas com as crianças?
Concordo que é preciso conduzir as conversas de maneira que fique fácil para a compreensão deles e para as descobertas que a nós já é bem comum, mas não acho que devamos deixar de falar, deixar de escutar, deixar de vivenciar as questões sociais, familiares, particulares.. A vida,
Hoje, eu e meus filhos estamos embarcados em uma viagem pela vida, e todos tem seu lugar na janela, para descobrir juntos, para aprender e para ensinar.
Amo aprender a viver diariamente com vocês meus amores

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