Eita que desapareço minha
gente!!! Mas a vida ta corridinha..
E a pauta do dia?
Venho trazer a experiência de
algumas discussões que tenho acompanhando no que se refere à criança e adolescência.
Há mais ou menos um mês participei da abertura de uma capacitação para
profissionais de saúde mental a respeito da assistência a criança e adolescência
e a primeira apresentação me deixou extremamente feliz com o rumo em que a
conversa iria tomar. A facilitadora da pratica, uma pedagoga, fez um
questionamento impar a um auditório repleto de profissionais de saúde mental.
Porque a criança ou o adolescente é visto como um ser em construção? Nós,
quando nos tornamos adultos , por acaso somos seres prontos? Se alguém for, por
favor, me avise porque eu não sou!!!
Porque não podemos respeitar as
singularidades e os saberes da infância? Porque insistimos em nos fazer soberanos?
Talvez tenhamos de fato, medo da
sabedoria que um ser com tão pouca vivencia possa ter. E muitas vezes mais
qualificado que o nosso. Precisamos contribuir construtivamente para a
qualificação destes saberes.
E no Jardim da minha casa não é
nada diferente:
Assistindo as campanhas politicas
da nossa capital, meu pequeno grande homem começou timidamente a fazer algumas
colocações. Telespectador assíduo da propaganda eleitoral gratuita ele começava
indagar: Mais mamãe, a oposição (na verdade ele falava o nome do candidato) só
faz criticas ao atual prefeito, porque ele não fala mais das propostas dele?
No meio da campanha, com tudo que
toda campanha tem, ele mais uma vez, em meio ao silencio da sala, me pergunta: mamãe,
a oposição falava mal do atual prefeito e não falava da proposta, agora o
prefeito ta caindo na provocação da oposição e também não fala mais das suas
propostas. Se eu votasse não sei em quem iria votar pq ninguém faz propostas e
leva a serio a campanha e a candidata que esta focada em fazer uma campanha
seria não tem chance de ganhar.. E ai mamãe, como fica?
Eu fiquei muda, respondi a ele
que tinha muita coerência tudo que ele dizia, mas confesso que a “maturidade” daquelas
indagações me assustou e me emocionou profundamente. Ele um garoto de 10 anos
com toda aquela percepção, quantos brasileiros adultos conseguem fazer essa
analise, quantos se preocupam com uma politica de qualidade? E porque muitos de
nós adultos não conversamos sobre politica com as crianças? Porque temos tabus
nas conversas com as crianças?
Concordo que é preciso conduzir
as conversas de maneira que fique fácil para a compreensão deles e para as descobertas
que a nós já é bem comum, mas não acho que devamos deixar de falar, deixar de
escutar, deixar de vivenciar as questões sociais, familiares, particulares.. A
vida,
Hoje, eu e meus filhos estamos
embarcados em uma viagem pela vida, e todos tem seu lugar na janela, para
descobrir juntos, para aprender e para ensinar.
Amo aprender a viver diariamente
com vocês meus amores
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