Ontem liguei para meus filhotes, ligo diariamente com exceção de sábado. Lucas atendeu ao telefone eufórico dizendo: - “Nossa mamãe, porque você não ligou, estou morrendo de saudades”. Ele expressava pela voz uma alegria imensa, e logo continuou: -“Sabe onde fui ontem mamãe? Fui no ITA parque (um parque de diversões que estava lá na cidade), andei na montanha russa, a Sarinha também foi só que desta vez sem chorar, fui num brinquedo mamãe que vai virando de cabeça pra baixo e assim continuou contando as novidades. Falei um pouco com a Sarah, que só me pergunta a respeito da cachorrinha (Schant) e contou ter comprado uma bola.
Ao desligar o telefone, pela primeira vez depois da partida deles, meu coração bateu aliviado. Eles estão bem de verdade, estão felizes. Senti pela voz de cada um deles que tudo esta bem. Alegria de filho é remédio eficaz para o coração de qualquer mãe.
Meu medo de que tudo desse errado não é sem fundamento, depois da experiência das ultimas férias com o pai fiquei muito insegura de deixá-los ir e de possíveis frustrações, mas, observo, que assim como eu tenho amadurecido o pai das crianças também o fez (bom é o que prefiro acreditar)
Acho que preciso confiar mais nos pequenos, deixar que eles tenham todas as experiências (boas e ruins) e me preparar para cada uma delas, preciso me centrar mais, cuidar desta ansiedade maluca que me deixa desordenada, alias, preciso de fato me reorganizar. Estou com medo de recomeçar tudo aos 31 e com a responsabilidade de conduzir a vida de duas crianças tão singulares (não porque são meus filhos, mas essas duas crianças são espetaculares, não há como descrevê-las). Que Deus me de sabedoria, persistência e iluminação para continuar seguindo.
Agora é esperar o dia de ver de pertinho aqueles sorrisos lindos e escutar as gargalhadas mais gostosas desse mundo
A saudade ainda é grande meus amores, mas o coração esta menos angustiado.
Que dia 31 chegue logo...
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