Ai, como a distancia é dolorosa...
Ontem liguei para meus filhotes bem à tardinha.. E para me matar do coração, Sarah atende ao telefone chorando: “mamãe o passarinho aqui morreu mamãe, já são dois passarinhos mamãe, lembra daquele que eu tentei salvar”... Ela estava inconsolável e eu aqui, longe, sem poder colocá-la no colo, sem conseguir consolá-la... Ok ok, muita gente pode achar: -Ah! É só uma criança que viu o passarinho morrer e ta dando birra. Mas entendam, não é só isso.
A Sarah é uma criança que adora animais, seja o animal que for, ela é fascinada... Ela cuida dos cachorros da rua, dá nome pra todos eles; tenta colocá-los pra dentro de casa quando chove, fica procurando pra dar ração... É uma loucura, tenho que ficar o tempo todo a observando para não acontecer nada de errado, como uma mordida ou algum cãozinho doente , etc.
Enfim, com esse ímpeto de salvadora de animas, em um dia chuvoso, ela observou no quintal aqui de casa um passarinho q não conseguia voar, ela foi lá, pegou ele e colocou num lugar seco dizendo: - Mamãe, acho que ele vai estar seguro aqui, quando ele secar deve conseguir voar. Já era umas 17:00hs e lá deixamos o passarinho. No dia seguinte, assim que acordou ela seguiu para ver como estava o passarinho... e ..... o passarinho estava boiando na piscina, ela ficou desconsolada; e eu tentei entender tudo aquilo rápido para tentar apoiá-la. Minha filha com apenas seis anos estava desesperada por se sentir culpada, fracassada em não conseguir salvar o passarinho; na minha cabeça isso não era justo, ela tão pequena, e com um sentimento de culpa que a deixava transtornada. Pegamos o passarinho na piscina, sentamos uma do lado do outra, e ela chorando compulsivamente, dizendo: -“eu não consegui salvar ele mamãe, eu não consegui”. Olhei pra ela e disse: -“Minha flor, você tentou! isso é o mais importante. Você não o deixou sozinho quando viu que ele não conseguia voar, você se importou meu bem; de alguma forma isso fez diferença e talvez ele também tenha tentado voar, mas não conseguiu, e na nossa vida as coisas vão acontecendo, umas conseguimos fazer dar certo, outras nos esforçamos pra dar certo e não dão. Só não podemos desistir de tentar”
Enfim, com esse ímpeto de salvadora de animas, em um dia chuvoso, ela observou no quintal aqui de casa um passarinho q não conseguia voar, ela foi lá, pegou ele e colocou num lugar seco dizendo: - Mamãe, acho que ele vai estar seguro aqui, quando ele secar deve conseguir voar. Já era umas 17:00hs e lá deixamos o passarinho. No dia seguinte, assim que acordou ela seguiu para ver como estava o passarinho... e ..... o passarinho estava boiando na piscina, ela ficou desconsolada; e eu tentei entender tudo aquilo rápido para tentar apoiá-la. Minha filha com apenas seis anos estava desesperada por se sentir culpada, fracassada em não conseguir salvar o passarinho; na minha cabeça isso não era justo, ela tão pequena, e com um sentimento de culpa que a deixava transtornada. Pegamos o passarinho na piscina, sentamos uma do lado do outra, e ela chorando compulsivamente, dizendo: -“eu não consegui salvar ele mamãe, eu não consegui”. Olhei pra ela e disse: -“Minha flor, você tentou! isso é o mais importante. Você não o deixou sozinho quando viu que ele não conseguia voar, você se importou meu bem; de alguma forma isso fez diferença e talvez ele também tenha tentado voar, mas não conseguiu, e na nossa vida as coisas vão acontecendo, umas conseguimos fazer dar certo, outras nos esforçamos pra dar certo e não dão. Só não podemos desistir de tentar”
Quando ela me disse ao telefone que outro passarinho havia morrido só consegui falar para ela: “minha flor, lembra da nossa conversa do outro passarinho? Então, lembra de nos esforçar? Agora é hora de se esforçar meu anjo, mas não para cuidar de um bichinho, para cuidar de uma amiguinha, olha como ela esta triste, e você também tem o direito de estar triste, mas que tal você inventar uma brincadeira alegre e perguntar para todos ai se nas próximas férias você pode levar um passarinho para ela.” Minha florzinha sorriu e disse, vou tentar mamãe; te amo. E desligou o telefone.
Ser mãe é algo indescritível, desliguei o telefone, me segurei pra não chorar, cheguei em casa e me derramei em lagrimas..
Queria poder protegê-los sempre, de todas as dores, de todas as frustrações de qualquer lagrima..
A saudade ta imensa. Amo muuuuuito vocês meus amores.
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