terça-feira, 13 de março de 2012

Mae de adolescente... Será que estou preparada? Já estou bem preocupada!



É ... Reconheço que ainda tenho algum tempo para pensar sobre isso, mas ultimamente o Lucas tem me feito algumas perguntas sobre seu desenvolvimento que tem me deixado preocupada... E não estou preocupada com as respostas, e sim se as respostas que tenho serão claras, se a distancia do pai permitirá que ele se sinta a vontade de perguntar também ao pai sobre suas duvidas .
A pergunta da semana foi bem elaborada, começou assim:
- Mamãe o que é menopausa?
Respondi que era um das fases do desenvolvimento da mulher, de quando ela esta mais amadurecida, e que nos homens também existe só que se chama andropausa. Ele rapidamente me falou: - ah mamãe, e a fase da vovó não é, quando a mulher não pode ter filhos mais né;
Falei que de forma bem resumida era isso, e ele rapidamente: - mamãe o que é menstruação? Respondi que era uma fase da menina, quando ela esta na adolescência e que os hormônios do corpo começam a trabalhar para que o corpo se modifique. Ele rapidamente: - e nos meninos mamãe? O que acontece? – fiquei pensando o motivo pelo qual ele fez tantos rodeios para saber sobre as mudanças que estão prestes a acontecer com ele. Perguntei a ele: - Você esta curioso sobre a adolescência? É isso? Então ele me disse que sim, que todo mundo fala que ele vai entrar na adolescência mas que ninguém conta o que é adolescência.
Tivemos uma longa conversa sobre as diversas mudanças que um menino sobre durante a puberdade, sobre o corpo, as emoções e as cobranças que vão começar a surgir.
Mesmo com uma conversa tranquila com meu filho, fiquei extremamente angustiada com minha tarefa de ser mãe e pai... Será que vou conseguir ? Será que terei respostas para as perguntas? Será que o pai dele vai perceber o quanto é importante neste momento?
O resumo do dia: Sei que ele tem liberdade de falar o que sente para mim, e isto é o que me conforta, mas será que serei competente o suficiente para não deixa-lo sem respostas?
Queria muito que ser mãe tivesse um protocolo, um compêndio de orientações maternas. Mas não tem. E assim minha tarefa é estar próxima o suficiente para que ele me tenha o alcance mas que lhe permita ter suas próprias descobertas.
Meu filho te amo muito. Sei que nem sempre terei as respostas certas, mas deixo um convite. Que tal procurarmos as respostas de nossas perguntas juntos?


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