Dedin de Prosa com Amor
Dedicado aos meus filhos!
segunda-feira, 18 de novembro de 2019
Adolesceram
Ser mãe sempre foi um desejo para mim.
Quando Jovem me sentia muito solitária, apesar de três irmãos e vivendo em uma casa sempre rodeada de pessoas, a solitude ( de estar só) não se desvinculava de mim, então, la naquela juventude, pensava que ter um filho seria a solução para dar fim a este ser sozinha... Coisa maluca né! Mas na fragilidade daquele universo, a maternidade tinha para mim a projeção de não ser só.(pensamento absurdo, mas era o que acontecia em mim)
Aos 21 veio Lucas, que modificou todas as minhas certezas (ja falei um pouco sobre disso aqui). Lucas me trouxe o olhar para coisas não conseguia enxergar ao mesmo tempo que me mostrou que não deveria priorizar coisas que, até aquele momento eram importantes.
Logo depois de 3 anos e meio chegou a Sarah, achava que já estava pronta, já tinha expertise em maternidade (ingenuaaaa), mas os dois com personalidades tao distintas quebraram outras tantas certezas que eu tinha...
Vi eles se desenvolverem sendo grandes companheiros, cúmplices nas peraltices e nas brincadeiras
Passamos por um processo de separação delicada, eu do meu até então marido, eles do Pai
Nos mudamos
Recomeçamos nossa nova vida, passamos por inúmeras aventuras e desventuras...
As frustrações e conquistas foram e são incontáveis
E, então a adolescência chegou!'
Já chegou ha algum tempo mas meu mundo estava tão tumultuado que não conseguia nem pensar sobre tudo isso, quanto mais escrever, sentindo, re-sentindo", elaborando todos nossos processos. Acredite psicólogos choram, se angustiam e precisam também de tempo para elaborarem todas as vivicitudes e metamorfoses deste evoluir...Porque é um saco esse peso de "nao poder sofrer" em função da profissão. Se eu, algum dia tiver coragem, quero escrever um livro mães psicologas também choram ou mães psicologas são só mães... sei la
Encarar a adolescência deles sozinha, com muito apoio da minha, mas sozinha quando se pensa sobre a "tradicional família brasileira" (serio eu pensava assim com um peso enorme, ate bem pouco tempo) me aterrorizava.
Por algum tempo eu insistia na ideia de que era preciso a tradição familiar, até que Lucas entre 16 e 17 (o que não foi há muito tempo heim) anos me para durante o jantar e diz: Mamãe, você precisa entender que nós somos felizes quando você esta bem, você precisa entender mamãe que nossa família é uma família mais feliz do que tantas das que "são normais". "Somos uma família de dois filhos e uma mãe, e qual é o problema?"
Demorei umas três semanas para entender tudo aquilo... e reconhecer que me cobrava algo incobrável
*Primeiro sobre minha expectativa sobre uma tipica família em relação ao que me cobrava frente a família linda que eu tenho;
*Sobre meu filho estar coberto de razão sobre nossa família e felicidade
*Sobre meu desejo de dividir as angustias e os sucessos dos meus filhos com alguém que também os veja crescer ( tinha o desejo de dividir com alguem a historia toda dos meus filhos, de quando Lucas se formasse na faculdade pudesse virar para meu companheiro e dizer.. lembra como ele ficou maluco com o ENEM?
*Sobre o quanto, para mim, até neste momento, é assustador e solitário vê-los crescer e percebendo que o voo esta prestes a acontecer.
Nos últimos 3 anos essa família viveu mais dores que amores, e tudo isso junto com o adolescer de Lucas e Sarah mexeu com nossas emoções e claro das nossas relações. Será nossa quadratura em Urano? Pq estamos todos nela.
Ao ser traída em 2017, pelo cara em qual depositei todos meus projetos e felicidade, precisei de aprender aos 36 anos que não se deve depositar sonhos, amores e muito menos felicidade em ninguém, e por mais obvio que isso seja, eu acabei fazendo o que parece ser mais fácil.
Que meus filhos, por mais jovens que sejam, são meus melhores amigos e que precisaram segurar uma onda diante de tanta tristeza em que fui soterrada, com imensa dificuldade de reagir. E Lucas mais e Sarah menos, bateram forte (emocionalmente) por dois anos para que eu desenterrasse a mim mesma em meio a tanta lama de dor;
Lucas aprendeu que não precisava ficar num lugar de tanta maturidade e permitiu ser adolescente, atitude que admiro diariamente, mas confesso, me deixa beirando a loucura...
Sarah se transborda em afeto, mas se tornou perspicaz em observação e sabe ser certeira nas pontuações sobre relações
Neste percurso nos acolhemos,
Nos enfrentamos,
Nos posicionamos,
Nos respeitamos,
nos transformamos!
Nos transformamos, as vezes nos estranhamos, outras só nos amamos...
Com o crescimento deles perdemos coisas que me fazem muita falta, como dia de ver filme juntos ou o dia de assarmos cupcakes
Sinto falta das encenações de filme, mas me divirto com as piadas internas dos dois de memes que não faço ideia do que são;
Sinto falta da Sarah me pedindo cantinho do sofá, mas adoro quando ela me traz um desenho novo e me explica as escritas em japonês;
Não tenho mais as musicas de filme infantis alegrando a casa, mas tenho me atualizado com as musicas e músicos que eles descobrem e me orgulho, porque são muito boas;
Nao precisam mais de ajuda no banho, ou na escolha de roupas, mas ainda me pedem opniao quando estao inseguros com o look...
Continuemos nesse furacão de emoções que estamos, aguardando a tempestade passar. Tempestade de afetos, de comportamento, de entendimento nas relações
Continuemos neste reinicio, nesta transformação
E continuemos plantando nossos jardins
Que sigamos nos encontrando mais do que nos perdendo.
Amo voces
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Um desabafo
Hoje o post é meio desabafo..
Diariamente me percebo rodeada de questões conflituosas, demandas que fragmentam, dilaceram a vida do outro e deste meu lugar de liderar um equipe composta por três serviços tão complexos (serviços de saude mental/SUS),e deste lugar minha maior atribuição é pensar em estrategias e politicas que garantam cuidado e qualidade de vida a estas pessoas alem de inserção social e resgate de vínculos (não é tao fácil fazer como definir este lugar rs)...
Atualmente o que me traz inquietude são as questões da adolescência. Porque todo mundo acha que tem a melhor resposta sobre como lidar com os adolescentes? porque rotineiramente me deparo com soluções de extrema violência (é bom lembrar que falo aqui da minha percepção), algumas vezes humilhação e quase que unanimemente de total desconsideração pelo conteúdo/sentimento/saber que cada adolescente traz, pelo que ele pensa ou sente?
Porque a solução pra quem usa droga é sempre algo que o restrinja, que puna, que segregue? será que ate quando nós pais, quando nos deparamos com o uso de drogas não conseguiremos alcançar o significado disso, das dependências, dos excessos? sera que todos nós não somos dependentes de NADA? Será que todo uso de drogas (falo de todas elas) esta relacionado a dependência?
Não estou aqui para fazer apologia ao uso ou descriminá-lo. O que gostaria de falar são dos nossos filhos, são dos adolescente com que convivemos. Quero falar sobre as pessoas e não tipificá-las com seus sintomas, quero falar de nossas relações e não da receita que alguém tenha para que tenhamos relações, ou a solução para lidar com a dor, o desamparo o desafeto do outro. As pessoas precisam se recordar que afeto é poderoso, um dos melhores remédios. Mas ele não vem em capsulas, ele é construído. E afeto não tem nada haver com ser permissivo, dar o mundo, punir de forma equivocada entre tantas outras coisas que justificamos pelo amor. Essa coisa de afeto até merece um post só para ele.
Faço parte de um grupo de mães de adolescentes em uma rede social, e hoje pela amanha li uma postagem de uma mãe muito angustiada em virtude do comportamento de sua filha. Lá eu percebia uma mãe pedindo socorro e que disse muito sobre o comportamento que sua filha vem apresentando, e que de fato colocaria qualquer mãe de "cabelo em pé". Mas pouco disse da relação, do laço entre mãe e filha, do afeto. E na verdade ela não tem mesmo que dizer, talvez ela só precise vivenciar a relação de mãe e filha. Quem disse que 'adolescer" é fácil? muito pelo contrario, tenho percebido que talvez seja esta a única fase do desenvolvimento humano em que realmente AMADURECEMOS (li isso em algum lugar também, mas não consigo lembrar onde), o que somos depois da adolescência é apenas produto do que amadurecemos no adoleSER, o que adquirimos dai pra frente prefiro chamar de "agregadores para sabedoria".
Ainda sobre o referido post, curiosa fui lendo os comentários e fui observando que muitas das mães que tentavam ajudar aquela que falava de sua filha, estavam convictas de que a solução viria pelo autoritarismo, algumas formas de violência e coerção (não se esqueçam que falo da minha percepção gente), invasão da privacidade entre inúmeras outras sugestões e ali, num post de uma rede social observei a reafirmação de uma máxima: o quanto é difícil conversarmos(principalmente com quem amamos), o quanto é difícil nos colocarmos no lugar de nossos filhos. Será que de fato somos tão incríveis e tão cheias de respostas? Quando se assume a criação de filhos sozinha isso se complica muito, porque nos enchemos de duvidas, culpa, responsabilidade, medo e muitas vezes não deixamos que nossos filhos nos perceba como SER HUMANO que somos.
Penso eu que o principio de todas, TODAS as relações é o respeito ( do dicionario: respeito res.pei.to sm (lat respectu) 1 Ação ou efeito de respeitar ou respeitar-se. 2 Aspecto ou lado por onde se encara uma questão; consideração, modo de ver, motivo, razão. 3 Apreço, atenção, consideração. ) que se difere muito de receio (medo do que os outros podem pensar de nós, ou fazer conosco). Para mim a descrição sobre respeito que trata o dicionario é muito restrita, afinal ao fazer uma busca de seu significado no Google sempre teremos perambulando em sua descrição as palavras medo, submissão, entre outras. e particularmente para mim respeito não se relaciona a tais termos. Considero que o respeito, este das relações e principalmente das relações familiares precisa tangenciar o campo da empatia. Será que ao falar com meu filho, falo com ele da mesma forma que gostaria que ele conversasse comigo? Quando meu filho passa dos limites, ou faz algo que considero errado, sentamos conversamos e alinhamos os prós e contras destas situações ou será que imponho o que acho melhor e o que é certo (pelo menos o que é certo pra mim)? Precisamos nos posicionar de outras formas, precisamos de nos ver no outro, precisamos de entender que não somos donos de nada, nem do nosso nariz (rs). Somos sim produto do que vivenciamos diariamente. Logo se desejamos que nossos filhos se tornem adultos felizes, saudáveis e cordiais (gentis) é responsabilidade nossa nos despirmos de tantas armaduras e crescer com eles de forma empática possível...
Se ha algo que aprendi nessa minha tragetória de 13 anos de maternidade é que de fato não há manual sobre como criar filhos e se relacionar com eles, mas ha grandes mestres que nos ensinam diariamente a melhor forma de ser mãe, e os instrumentos que precisamos para compreender nossos mestres são sensibilidade, afeto e empatia..
Quem são os mestres? nossos próprios filhos :). Acredite, as respostas não estão na opnião dos outros , esta dentro de nossas próprias casas.
Uma mãe em construção..
Marcadores:
adolescentes,
adolescer,
adoleser,
afeto,
agora sou mãe,
amadurecendo,
angustia,
drogas,
educar filhos,
empatia,
experiência,
família,
filhos,
relações,
respeito,
seus sentimentos
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Aventuras em BH
Ois
Então,
Hoje venho falar de como pequenos detalhes tornam nossas vidas cheias de plenitude.
Todo Sábado as crianças tem curso de artes ( aqueles que eles chamam de aula de artes e eu de encontro terapêuticos). Bom, nossa logística é bem complexa para que tudo funcione como deveria, então normalmente os levo ao curso e fico livre ate o momento de busca-los. Tendo isto resolvi ir ao mercado central de BH (uma delicia de lugar que vai ter post aqui porque é um lugar que adoro ir com os filhotes). Bem< fui ate o mercado porque nesta semana inicio um program de reeducação alimentar familiar e precisava fazer um mix de nozes para colocar nas lancheirinhas< no caminho observei coisas que habitualmente não observamos< uma delas os grafits da Maria Raquel Bolinho. Estes grafits são uma brincadeira a parte em nossas idas e vindas de BH (que são rotineiras). Ao buscar Lucas e Sarah no curso, apos almoçarmos, propus aos dois uma aventura por minhas descobertas.. e o resultado disso? Muitas gargalhadas.
Obrigada Maria RAQUEL BOLINHO>> PELA OTIMA AVENTURA>>
Marcadores:
animado,
arte,
arte de rua,
aventura,
belo horizonte,
bh,
bolinho,
de,
filhos,
gargalhadas,
grafit,
maria,
maria bolinho,
raquel,
rua,
sabado,
simples
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Lembram dos pequenos artistas? Estao crescendo!
Se não me engano, em 2012 fiz um post sobre os meus pequenos artistas, então, o talento ganhou desdobramentos e agora, em 2015 os pequenos artistas estão ganhando novos espaços. Sarah, com um talento e dedicação ao desenho e Lucas tomando coragem para expressar o que de fato deseja.
A novidade é que todo o talento esta sendo lapidado por uma pessoa muito querida e de uma sensibilidade incrível, Tereza Baldoni, mas chamada pelas crianças apenas de Baldoni. Ela, ensina arte pela emoção, as crianças (e falo de um grupo do qual Lucas e Sarah fazem parte) externalizam suas emoções através de um momento que eu chama de encontro terapêutico, mas ele chama de aula de artes. A metodologia que ela usa é incrível e observo o reflexo de tudo isso na maturidade emocional, intelectual e social que as crianças esta atingindo. As produções sao muitas e de varias formas, de escultura a pintura eles passam por todos os processos. E eu, bom eu fico impressionada com tantas possibilidades e principalmente pela forma como eles vão se desenvolvendo. Amo muito, cada traço, cada movimento. cada forma extraída da alma.. Aqui um pouco da produção...
A novidade é que todo o talento esta sendo lapidado por uma pessoa muito querida e de uma sensibilidade incrível, Tereza Baldoni, mas chamada pelas crianças apenas de Baldoni. Ela, ensina arte pela emoção, as crianças (e falo de um grupo do qual Lucas e Sarah fazem parte) externalizam suas emoções através de um momento que eu chama de encontro terapêutico, mas ele chama de aula de artes. A metodologia que ela usa é incrível e observo o reflexo de tudo isso na maturidade emocional, intelectual e social que as crianças esta atingindo. As produções sao muitas e de varias formas, de escultura a pintura eles passam por todos os processos. E eu, bom eu fico impressionada com tantas possibilidades e principalmente pela forma como eles vão se desenvolvendo. Amo muito, cada traço, cada movimento. cada forma extraída da alma.. Aqui um pouco da produção...
Marcadores:
adolescente,
agora sou mãe,
amadurecendo,
arte,
artistas,
atitude,
baldoni,
conselhos,
crescer,
desenvolvimento,
ensinar,
escultura,
falando,
grafit,
infantil,
interpretação,
ser mãe,
terapeuticamente,
terapia
domingo, 27 de setembro de 2015
Domingo Familia
Nossa,
a quanto tempo sumida deste
espaço tão querido...
Bom, voltando aos trabalhos quero
muito conseguir escrever semanalmente sobre tantas coisas que acontecem e não
quero perder a memória delas..
No ultimo final de semana
recebemos a visita de duas mulheres incríveis, minha mãe e minha sogra..
Todos empolgadas, afinal era a
primeira visita a casa nova , que por sinal esta cheia de personalidade;
personalidade da família que constituímos. E preciso escrever sobre este novo formato.
Bom, na emoção que trata o evento,
(rs) e para nós quatro (sim, agora somos quatro pessoas um cachorro e três passarinhos) foi de fato um evento.
Minha sogra chegou no sábado a
noite, eu e as crianças preparamos um kit boas vindas. Confesso que foi muito
divertido preparar tudo, e enquanto organizávamos a casa íamos encontrando
coisa para colocar no kit, e ele ficou assim
.
Após a chegada da sogritcha preparamos panquecas divertidas (essas
panquecas merecem um poste a parte), enquanto preparávamos as panquecas Leo
finalizava a reforma dos banquinhos coloridos .. ficaram um charme né, vão
enfeitar nosso 'espaço gourmet" rsrs jantamos e descansamos porque o
sabadao foi intenso para todos nós.
No
Domingo não conseguimos acordar cedo como havia planejado, logo tudo já foi uma
correria só. Preparamos o café da manha estilo hotel e logo depois partimos
para as compras do almoço.. Nossa como foi difícil encontrar o que procurávamos,
mas super valeu a pena porque
descobrimos uma peixaria de ótima qualidade , preço justo e .. em Lagoa Santa. Compras
feitas e retornamos .. ao chegarmos em casa mamys e meu padrasto já haviam
chegado... e nada pronto... bora lá correr com alguns petiscos para dar tempo da
entrada ficar pronto..
bom
a entrada foi um ceviche, eu o chamei de ceviche de La mama pq as crianças
amaram.. e ele ficou lindo né
Usei
os seguintes ingredientes: Salmão, polvo, file de tilapia, camarão, tomate
cereja vermelho, tomate cereja amarelo, 5 limões (suco), suco de 1 limão siciliano, salsinha e
cebolinha a gosto.
Fiquei
muito realizada pois foi um prato que todos gostaram. Para acompanhar alegramos
o domingo com vinho branco Lambrusco (na minha modesta opinião - de quem não
entende nada de vinho - este é um vinho frisante bom e muito em conta)
O
almoço foi servido as 16;00 e a sobremesa foi petit gateau e como boa família
mineira, queijo com goiabada.
Boas
risadas temperaram o cardápio que foi do Peru a França passando pelo Brasil.
Um
final de semana para não se esquecer e ficar na lembrança das meus pequenos adoráveis..
Tim Tim
Marcadores:
almoço,
banco,
ceviches,
customizar,
divertidas,
ecologico,
espaço. gourmet,
família,
feliz,
final. de,
hospede,
inventando,
kit,
panquecas,
receber,
recicla,
salmão,
semana,
vinho,
visitas
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Saindo do Ninho
Observo o quanto os pequenos detalhes do dia a dia nos ensinam sobre coisas importantes, e na grande maioria das vezes, não conseguimos nos ater a estes detalhes...
Bom, ontem um dos filhotes de calopsyta saiu do ninho, ao chegar a casa constatei a coragem da pequena ave, fora do ninho tentava andar pela gaiola, cheio de insegurança, mas tentando. Fiquei emocionada, liguei para as crianças para contar (isso merece outro post) e o restinho do dia fiquei envolvida com o pequeno passarinho.
Jade e Joca (os pais) também permaneceram fora do ninho, ficaram distantes do pequeno, mas de alguma forma presente. Na minha cabeça ficava um mix de felicidade e receio: - Será que ele já consegue comer sozinho? Será que os pais não vão lhe dar alimento? – Ele não vai conseguir voltar ao ninho, acho que vou colocá-lo de volta. Quando de repente me veio à lição. Esta etapa faz parte do desenvolvimento dele e não posso interromper seus aprendizados por meus medos (espero lembrar disto quando meus filhos começarem a sair do ninho)
A ausência das crianças aqui em casa nestes 26 dias me deu tempo pra pensar, refletir e programar uma nova forma de Ser Mãe... Ontem me peguei pensando que, mesmo tão jovens posso e devo deixá-los sair do ninho, colocar a carinha no mundo aos poucos e descobrir quem são de verdade, descobrir suas potencialidades. Se não permito que corram riscos, não permito que descubram suas competências; se lhes oferto o que são possibilidades pra mim, não deixo que eles descubram as diversas possibilidades que a vida nos dá. Ficar insegura, com receio, tenho todo o direito de temer, mas não tenho o direito de deformar o desenvolvimento de meus filhos. Posso sim olhar de longe, ficar atenta aos riscos, mas preciso deixar-los correr alguns riscos, descobrir suas competências (doe só de pensar).
Descobri ontem que é crime o abando intelectual, enquanto o professor falava sobre o assunto (caracterizando em seu exemplo o abandono intelectual como não matricular o filho na escola), refleti sobre quantos são os tipos de abandono intelectual (não configurados como crime): é abandono intelectual quando não incentivo diariamente a leitura em casa, é abandono intelectual quando não chamo meus filhos para conversarmos sobre as coisas que assistem na televisão (de desenho a noticiários), é abandono intelectual quando não os enpodero de saber e ignoro o conhecimento que me trazem (mãe acha que sempre sabe tudo, e não sabe). É abandono intelectual não deixá-los correr riscos (dentro dos limites é claro) como: aprender andar de patins e correr o risco de cair, passar férias na casa do pai e correr o risco de se frustrar, tentar e não conseguir.
Por muito tempo, desde que nasceram, achava que era um erro eu trabalhar tanto e ter pouco tempo para eles, descobri (neste um ano que estive desempregada) que estava fazendo a coisa certa quando trabalhava o dia todo. Meu tempo com eles era pouco, mas de extrema qualidade e eles, eles arriscavam mais, esperavam menos... descobriam-se, colocavam a cabecinha fora do ninho. Neste ano em que não trabalhei, a conclusão que tenho é: acreditei menos neles, permiti menos suas descobertas.
Percebo o quanto é necessário mudar... o quanto é preciso formá-los enquanto pessoas, enquanto cidadãos, enquanto Águias (http://dedinhosdeamor.blogspot.com/2012/01/onipotenia-materna-doce-ilusao.html)
Bjo meus amores.... mamãe está morrendo de saudades..
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Valente
Valente, filme: EUA 2012
- Dir: Mark Andrews, Brenda Chapman, Steve Purcell
- Elenco: Kelly Macdonald, Billy Connolly, Emma Thompson, Craig Ferguson, Julie Walters, Robbie Coltrane, Kevin McKid
Há uns 15 dias mudei a nossa
rotina semanal, Lucas tinha inglês, eu e Sarah fomos leva-lo ao curso, ficamos
perambulando pelas lojinhas próximas e qdo estávamos de frente ao cinema à pequena
avista o informe do único filme em cartaz: Valente. Ela observa que o horário da
sessão era posterior ao termino da aula do irmão e me faz o convite de
assistirmos o filme. Aceitei.
Buscamos o Lucas, compramos batata e outras
guloseimas na padaria e partimos para o cinema.
A história me virou do avesso, mexeu
com as varias mulheres que existem em mim: a mãe, a filha, a guerreira, e a
sonhadora.
“A jovem princesa Merida foi
criada pela mãe para ser a sucessora perfeita ao cargo de rainha, seguindo a
etiqueta e os costumes do reino. Mas a garota dos cabelos vermelhos não tem a
menor vocação para esta vida traçada, preferindo cavalgar pelas planícies selvagens
da Escócia e praticar o seu esporte favorito, o arco e flecha.
Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava a mãe se torna uma ursa, o que ironicamente é um terror para a família porque, uma vez quando a princesa ainda era criança o pai (um rei Winkking) perde uma das pernas lutando contra um urso, desde então o pai é inimigo mortal de todo e qualquer urso... Diante desta díade psicanalítica a jovem precisa ajudar a sua mãe a retomar sua aparência original e impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos. No decorrer da historia, as duas efetivam um vinculo, um respeito que nunca conseguiram construir. A mãe consegue ouvir e perceber a filha com os desejos e sonhos dela, e a filha também reconhece a mãe como uma amiga.”
Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava a mãe se torna uma ursa, o que ironicamente é um terror para a família porque, uma vez quando a princesa ainda era criança o pai (um rei Winkking) perde uma das pernas lutando contra um urso, desde então o pai é inimigo mortal de todo e qualquer urso... Diante desta díade psicanalítica a jovem precisa ajudar a sua mãe a retomar sua aparência original e impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos. No decorrer da historia, as duas efetivam um vinculo, um respeito que nunca conseguiram construir. A mãe consegue ouvir e perceber a filha com os desejos e sonhos dela, e a filha também reconhece a mãe como uma amiga.”
Vale a pena ver e rever o filme,
agora quero revê-lo com minha mãe... Acho que isso vai mexer muito com a
gente!!!
Fica a dica!
Assinar:
Comentários (Atom)
















